
EVENTOS E CONCENTRAÇÕES
17-03-2012
21º Encontro
IV Encontro anual (Oliveira de Frades)
Realizou-se no passado dia 17 de Março de 2012 o IV passeio Double Chevron dedicado à marca
Citroën, como sempre efetuado em data próxima do início da Primavera. Dada a simpatia colhida
no evento de 2011 foi decidido esse ano manter o destino a Oliveira de Frades, contando o nosso
Clube com, uma vez mais, o apoio do nosso Associado Paulo Nunes sempre auxiliado pelo nosso
pioneiro José Ribeiro.
Sendo este o IV Evento Double Chevron não deixa de ser curioso que apenas no I Encontro S. Pedro
não fez a sua aparição, tendo este ano brindado novamente a nossa caravana com muita chuva que
mesmo assim não impediu a presença dos nossos Associados como sempre vindo de todos os cantos
de Portugal.
A concentração ocorreu junto ao Museu Municipal de Oliveira de Frades onde foi possível apreciar
as magníficas máquinas presentes quer XM, 2 CV, CX, BX, AX e uma fantástica 7 A, uma verdadeira
raridade, de 1934 do nosso Associado holandês Robert que, mesmo com um tempo muito desfavorável
não deixou de estrear o seu fantástico Citroën, após o respetivo e meticuloso restauro. Seguiu-se
o desfile até ao restaurante D. Alves, onde o dono também é um aficionado da Marca Citroën. O repasto
foi excelente, com o prato principal a ser uma fantástica vitela à Lafões.
Após o almoço a caravana dirigiu-se para uma visita ao Convento de São Cristóvão de Lafões ou Real
Mosteiro de São Cristóvão de Lafões que fica situado num morro sobre a ribeira da Landeira. A fundação
deste convento (calcula-se que em 1123) pelos frades da regra dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho,
que aderiram logo em seguida à Ordem de São Bernardo ou Beneditinos. A fundação do mosteiro é anterior
à fundação de Portugal, embora tenha sido totalmente reconstruído no século XVIII. Foi o abade João
Cirita que, juntando os eremitas que pelas encostas do Vouga viviam isolados, e com o apoio de D. Teresa,
mãe de D. Afonso Henriques, obteve licença para a sua construção. Em 1163 o convento adere à ordem dos
monges cistercienses, como aconteceu a quase todos os mosteiros beneditinos.
A sua igreja, depois de ter sofrido dois incêndios, foi reconstruída pela terceira vez em 1704, apresentando
um plano octogonal. O convento foi extinto por um decreto publicado pelo regime liberal, em 30 de Maio de 1834,
juntamente com todas as ordens religiosas existentes em Portugal. Atualmente este convento foi transformado em
turismo de habitação, tendo para o efeito sido completamente recuperado, mas perdendo um pouco do seu aspeto
secular. Foi classificado como Monumento de interesse público (MIP) pelo IGESPAR em Junho de 2010.